Em busca da consciência negra: orgulho de ser afro-brasileiro

Ame as diferenças

Ontem, domingo 20 de novembro, foi o dia da consciência negra.

A data é dedicada à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira e foi escolhida por coincidir com o dia da morte de Zumbi dos Palmares, líder da comunidade Quilombo dos Palmares, que se localizava no atual Estado do Alagoas e tinha por objetivo acolher escravos negros que escapavam das fazendas, prisões e senzalas brasileiras no Século XVII.

Na realidade, a consciência da importância da cultura africana para a história nacional, bem como o orgulho do brasileiro de ser descendente de negros têm aumentado nos últimos anos.

Prova disso são os resultados do último censo do IBGE, que indicam que a proporção de brasileiros que se definem como negros ou pardos aumentou de 44,7% para 50,7%, desde 2000.

Isto significa que pela primeira vez, desde que o censo começou a ser realizado, constatou-se que os negros e pardos formam, em dados oficialmente reconhecidos, a maioria da população brasileira!

O grande avanço que o resultado do último censo revela é a consciência da valorização da própria identidade entre os afro-brasileiros.  

A música "Blackbird" (pássaro-preto), dos Beatles, faz referência à luta da comunidade negra contra o racismo e pelos direitos civis

Em 1872, quando o primeiro censo brasileiro foi realizado, a população se dividia em apenas dois grupos: pessoas livres e escravos, estes últimos representavam 15% da população.

Embora os resultados do censo 2010 tenham indicado que a população negra e parda é a maioria no país, outro dado colhido na pesquisa do IBGE, que visitou 67,5 milhões de casas, mostrou que a desigualdade de renda é bastante acentuada no Brasil e indicou que os cidadãos brancos ganham 2,4 vezes mais do que seus pares negros e pardos.

Quanto ao analfabetismo subsistem grandes diferenças em razão de categoria de cor ou raça na população brasileira. A taxa nacional de analfabetismo entre pessoas de 15 ou mais anos de idade era de 9,6% em 2010.

Nesse grupo etário, os negros e pardos tiveram percentuais de analfabetos de 14,4% e 13,0%, respectivamente, contra 5,9% dos brancos em municípios de menor porte, sendo que o analfabetismo na população negra chegou a 27,1% e entre os pardos, variou de 20,0% a 22,1%, nos grupos de municípios de médio e grande porte.

A imensa desigualdade social existente no Brasil somente evidencia a necessidade de compromisso de cada um de nós com a educação, único instrumento capaz de gerar mudanças significativas no contexto de miséria e fome do nosso país.

Existem muitos meios de contribuir com o crescimento do nosso país, descubra um e faça parte da mudança.

Minha mãe e eu: nós amamos nossa cor e nos orgulhamos de ser brasileiras e afro-descendentes!

Assim, todos nós: quer sejamos negros, brancos, índios ou mestiços, poderemos simplesmente nos orgulhar de sermos brasileiros.

Viva a consciência brasileira!!!!

Lari Carvalho

Anúncios

9 comentários em “Em busca da consciência negra: orgulho de ser afro-brasileiro

  1. Meu querido pai, Alberto Pereira, ficaria muito feliz com os resultados do Censo. Ele foi um militante na questao da inclusao dos negros nos direitos civis. Fundador da Associacao Campineira dos Homens de Cor, um dos fundadores do Sindicato do Ferroviarios, Casa do Menor e varias outras. Como aqui nos Estados Unidos, seria interessante neste mes levar ao conhecimento da populacao a contribuicao valorosa dos afro- brasileiros no desenvolvimento do Brasil atraves da igreja, clubes, instituicoes, escolas.
    Excelente artigo Larissa !

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s